O brincar é algo sério!

Adriana Duarte Coordenadora Pedagógica da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I



O brincar é um fator de muita relevância para o desenvolvimento integral do ser, é através desse objeto lúdico que o homem torna possível suas primeiras oportunidades de conhecer e de adquirir esse conhecer. Ao interagir com os brinquedos e com outras crianças, torna-se possível o imaginar, criar, construir, representar, refletir, e como consequência transpõem os obstáculos que virão favorecer aos obstáculos de uma forma positiva. O brincar traz como consequência para a criança a possibilidade dela usufruir momentos de bem estar, cooperação, frustações, superação, enriquecendo a infância e possibilitando um desenvolvimento rico. O que se tem notado, como mudanças de hábitos dos últimos dias, é que aumenta a quantidade de crianças sendo incentivadas a trocarem esses momentos de descobertas para outras atividades, tudo isso em virtude de muitos pais não verem esse momento como um instrumento de aprendizado. O estatuto da criança e do adolescente (ECA), assim como a declaração universal dos direitos da criança, assegura que toda criança tem o direito de brincar, definindo-o como algo que possibilita a saúde mental e que torna possível a exploração do mundo através do mesmo. Preocupada com esse distanciamento de suas crianças com algumas dessas brincadeiras tradicionais, nossa escola tem se esforçado em desenvolver projetos que buscam resgatar e desenvolver momentos com essas brincadeiras tradicionais. Desta forma, oportunizar às crianças momentos para brincar é oferta-las ganhos significantes para seu desenvolvimento, aprendizado e riqueza cultural. Bibliografia PIAGET, Jean. A formação do símbolo na criança. 1896. Rio de Janeiro. A psicomotricidade e sua importância no desenvolvimento infantil Ao longo das civilizações humanas, o conceito de psicomotricidade vem sofrendo inúmeras transformações. A significação do corpo, antes negligenciado, é somente no século XIX que começa a ser estudado a priori por neurologistas, em virtude da sua necessidade em compreender as estruturas cerebrais. E posteriormente, por psiquiatras em seus estudos de fatores patológicos conferindo ao corpo significação psicológica superior. A psicomotricidade é a ciência que estuda o movimento humano em sua totalidade, corpo e mente. Usufrui de uma intrínseca a relação com o ambiente o qual estão inseridos. A partir deste pressuposto, a educação psicomotora alenta para importância do diálogo-tônico, do conforto pré-existente da maternagem, produzindo marcas e efeitos maturacionais do sistema nervosos e, por sua vez, estruturando a evolução motriz cognitiva e emocional. A criança aprende e apreende o que lhe é passado através desse diálogo-tônico, podendo ou não ser facilitada sua aprendizagem, e esta pode ser expressamente marcada. O brincar e o jogo são elementos sempre presentes para a formação e o desenvolvimento infantil. A educação psicomotora é fortalecida em sua relevância no que tange a sua importância em prevenir futuros problemas, visto que a mesma estuda o corpo a partir dos seus movimentos da sua expressividade, tendo em vista sua idade, seu nível maturacional e até mesmo o meio o qual está inserido. O Psicomotricista tem o papel de extrema importância de tornar possível a criança viver o simbólico de uma forma que o mesmo esteja livre de julgamentos. Ele se propõe a intervir na estruturação e autonomia da criança. É nesse jogo psicomotor, é no brincar, que a criança exercita seu pensamento e seu corpo, desenvolve habilidades de linguagem, raciocínio e organização aprendem lições básicas sobre o mundo, constrói conhecimentos e experiências e ajuda na formação de sua personalidade, segurança e emocional. (SOUSA, 2007 p.174.)


Bibliografia


D’ ABRONZO, Denise. O brincar na educação infantil sob aspecto psicomotor. São Paulo-SP. 2008 Disponível em http< www.endo.com.br/tecdoc/14pdf. Acesso em janeiro de 2013. SBP, Sociedade Brasileira de Psicomotricidade. http: WWW. Psicomotricidade. com. br. Acesso em fevereiro de 2013. SOUSA, Dayse Campos. Psicomotricidade: Integração pais, criança e escola. – Fortaleza: Edições Livro Técnico, 2007.

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